DROSERA (Droseraceae)
"Orvalhinha"

Dezenas de espécies fazem parte deste gênero. Elas podem ser divididas informalmente em vários grupos, por exemplo:

pigméias,
tuberosas,
tropicais australianas,
do complexo petiolaris,
sul-africanas,
sul-americanas, e
as demais.

Praticamente todas as pigméias e as tuberosas são nativas da Austrália, o centro de diversidade de plantas carnívoras do mundo. No sul da África também há uma flora para este gênero bastante específica, bem como na América do Sul. As demais espécies são, na maioria, de clima temperado - encontradas no hemisfério norte.

Muitas plantas deste gênero crescem em forma de roseta (algumas possuem um caule, embora a maioria não). Cada folha é formada por pecíolo e lâmina. Na face superior da lâmina estão presentes numerosos tentáculos, cujas pontas são cobertas por uma substância pegajosa, a mucilagem (reluzente quando vista contra o sol). Na maior parte dos casos, as flores são produzidas sobre hastes florais, numa altura bastante superior ao do resto da planta (mas há casos em que as hastes florais são bem curtas ou até mesmo inexistentes).

As presas são atraídas pelo odor de néctar (secretado pelas glândulas presentes nas lâminas). A captura se dá quando as presas tocam nas pontas dos tentáculos: elas ficam grudadas, e, na tentativa de se libertarem, acabam enconstando em mais tentáculos e ficando ainda mais presas. Certas espécies são estimuladas pelo toque, realizando uma demorada movimentação (a folha se dobra, para que ainda mais tentáculos entrem em contato com o corpo da presa). Por fim, a digestão se dá sobre a própria superfície da folha.


CULTIVO

O cultivo da maioria das espécies é relativamente simples. Forneça o máximo de luz possível (caso as plantas não estejam recebendo luz suficiente, perderão a coloração avermelhada), sob os vasos coloque pratos com água (e mantenha o nível de água alto, exceto no inverno, quando um pouco de seca é necessário), propague por sementes ou folhas.

Há casos em que pulgões infestam hastes florais (incluindo botões, flores, frutos em desenvolvimento) de plantas desse gênero. Podem ser retirados mergulhando a planta em água ou por remoção manual simplesmente.




ESPÉCIES

Abaixo estão listadas as espécies às quais faz menção este site, incluindo todas as nativas do Brasil.

D. adelae
D. arenicola
D. ascendens
D. sp. "Bahia"
D. biflora
D. binata
D. binata var. dichotoma
D. binata var. multifida
D. brevifolia
D. burkeana
D. burmannii
D. capensis
D. capillaris
D. cayennensis
D. chrysolepis
D. sp. "chrysolepis sem caule"
D. sp. "Cipó"
D. cistiflora
D. colombiana
D. communis
D. sp. "communis verde"
D. sp. "Congonhas"
D. sp. "Corumbá"
D. dichrosepala
D. sp. "Emas"
D. sp. "Emas gigante peluda"
D. esmeraldae
D. felix
D. filiformis
D. filiformis var. tracyi
D. graminifolia
D. graomogolensis
D. hirtella var. hirtella
D. hirtella var. lutescens
D. sp. "hirtella branca"
D. hirticalyx
D. indica
D. intermedia
D. kaieteurensis
D. mannii
D. meristocaulis
D. menziesii ssp. basifolia
D. montana var. montana
D. montana var. schwackei
D. montana var. tomentosa
D. natalensis
D. sp. "Neblina"
D. nitidula
D. nitidula ssp. allantostigma
D. oblanceolata
D. pauciflora
D. prolifera
D. roraimae
D. rotundifolia
D. schizandra
D. sessilifolia
D. sp. "Shibata"
D. spatulata
D. tokaiensis
D. uniflora
D. sp. "vermelha achatada"
D. villosa
D. yutajensis


HÍBRIDOS

Existem muito poucos híbridos dentro deste gênero (especialmente se compararmos com gêneros como Nepenthes e Sarracenia). Quase todos são estéreis (não produzem sementes viáveis).

D. hirtella var. lutescens X D. communis
D. montana var. tomentosa X D. sp. "Emas"
D. montana var. tomentosa X D. sp. "Emas gigante peluda"
D. nitidula ssp. allantostigma X D. ericksoniae