Cultivadas há muito tempo, são as plantas deste gênero umas das mais famosas entre as carnívoras. São mais de 80 espécies espalhadas principalmente pelas ilhas do sudeste asiático, além de algumas poucas localidades no norte da Austrália, China, Índia, Ceilão, ilhas de Madagascar, Nova Caledônia e Seychelles. Existem também muitos híbridos, a maioria criados pelo homem.
Este gênero é o único das carnívoras cujos espécimes formam florescências somente macho ou somente fêmea. Logo, a polinização só pode ser realizada com duas plantas de diferentes sexos florescendo ao mesmo tempo.
Seu habitat vai desde florestas (de alta precipitação) até campos abertos (algumas espécies). São encontradas desde o nível do mar até mais de 3000m de altitude; quanto a esse aspecto, as espécies deste gênero foram divididas em dois grupos: (1) as de pequena altitude (do nível do mar até 1000m) e (2) as de grande altitude (acima de 1000m). Mas há espécies que crescem em locais desde o nível do mar até mais de 2000m, podendo ser classificadas tanto como de pequenas altitudes como de grandes altitudes (por exemplo: N. alata, N. maxima, etc.).
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As plantas desse gênero consistem, basicamente, de um (com o tempo, crescem outros laterais) caule (que pode alcançar até 15m ou mais de altura) repleto de folhas, cujas pontas possuem estruturas modificadas parecidas com "jarros" (chamadas de ascídios). |
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São os "jarros" que atraem, capturam e digerem as presas. Seu tamanho varia de pequenos 4 cm (N. gracilis) até imensos 50 cm (N. rajah) de altura, sendo capaz de capturar presas do tamanho de até pássaros ! Como no gênero Sarracenia, os "jarros" possuem uma espécie de "tampa" (opérculo), imóvel, para proteger o líquido digestivo (presente em seu interior) da água da chuva. São os "jarros" a parte ornamental da planta, de diversos formatos e combinações de cores (cada planta forma dois tipos diferentes de "jarros": os "inferiores", destinados à capturar presas que escalam a planta, e os "superiores", destinados a capturar presas voadoras). |
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A atração das presas se dá graças à glândulas de néctar presentes no interior dos "jarros", aliado às vivas cores destes. Tendo a presa entrado no "jarro", ela dificilmente consegue manter o equilíbrio; cai no líquido digestivo e sua morte é apressada com substâncias secretadas pela planta (além das enzimas digestivas).
CULTIVO
Por ser este um gênero com tantas espécies, nem todas obedecem às mesmas regras. O que vale para todas, no entanto, é a necessidade de um alto teor de umidade, algo em torno de 75% ou mais (para que os "jarros" sejam formados), tornando-as ideais para terrários (ao menos, elas são bem resistentes contra os fungos). Algumas espécies, as mais fáceis (N. alata, N. gracilis, N. mirabilis, etc.), não necessitam de tanta umidade.
Para aumentar a umidade não coloque os vasos sobre pratos com água, pois as raízes logo apodrecerão se tal for feito (o recomendado é deixá-las em vasos pendurados, para que o excesso de água escorra). Proteja a planta de ventos, e, se possível, borrife-a com água todo dia. Mantida uma alta taxa de umidade, as regas não precisam ser feitas com muita frequência.
O substrato precisa ser bem "arejado", para tal, adicione uma boa porcentagem de areia. Proteja as plantas de luz muito forte; caso deseje deixá-las ao sol, que seja por apenas poucas horas do dia. Tais plantas não passam exatamente por um período de dormência, mas o crescimento é retardado no inverno.
Quanto à temperatura, as espécies de pequenas altitudes (consideradas mais fáceis) devem ser submetidas à faixa de 21 a 29ºC; as de grandes altitudes, à faixa de 10 a 20ºC, para melhor desenvolvimento (ou, se não for possível fornecer baixas temperaturas de dia, pelo menos à noite tal exigência deve ser fornecida, já que temperaturas menores à noite são essenciais para essas plantas). Espécies como N. alata, N. maxima, entre outras, podem ser submetidas à faixa de 10 a 29ºC, pois são encontradas desde o nível do mar até mais de 2000m.
Ao replantar, tome cuidado para não danificar as raízes, pois estas são muito frágeis. A propagação pode ser realizada via sementes (embora possa ser difícil conseguir um espécime macho e um fêmea florescendo ao mesmo tempo), ou por estacas (mantenha alta umidade para maior taxa de sucesso).
ESPÉCIES
Abaixo estão listadas apenas algumas espécies (a maioria comum e de fácil cultivo):
N. alata A/B
A espécie mais comum, também uma das mais resistentes.
É capaz de formar "jarros" mesmo em pouca umidade.
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Cultivada, Alessandro Espécime bastante crescido, em florescimento (Mar/1999) | |
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Cultivada, Marcelo (Jan/1998) | |
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Cultivada, Marcelo Close de um "jarro" (Jan/1998) | |
| MAKF |
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Cultivada, Linilson | |
| LRP |
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Cultivada, Linilson Close de uma armadilha. | |
| LRP |
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Cultivada, Marcelo Close de um "jarro" (Jan/1998) | |
| MAKF |
N. ampullaria B
Diferentemente das outras espécies, não forma caules
que escalam, crescendo apoiada no solo. As "tampas" dos
"jarros" são muito pequenas (não há a
necessidade de proteger-se da água da chuva, pois cresce em
florestas densas, abaixo de muitas árvores).
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Cultivada, Sítio Ono | |
| LRP |
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Nordeste da Malásia peninsular Um amontoado de "jarros" crescendo no escuro (Ago/1997) | |
| FRL |
N. benstonei A
N. fusca A
N. gracilis B
Adequada para pequenos espaços, já que não desenvolve grande tamanho, ao contrário das demais espécies.
N. gracillima A
N. macfarlanei A
N. maxima A/B
Há várias formas desta espécie, cujo cultivo
não apresenta grandes dificuldades (tolera diversas faixas de temperatura).
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Cultivada, Sítio Ono | |
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Cultivada, Marcelo (Dez/1997) | |
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Cultivada, Mauro Ramo de flores (Jun/1999) | |
| MAKF |
N. mirabilis B
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Nordeste da Malásia peninsular (Ago/1997) | |
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Macau (Nov/1998) | |
| FRL |
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Macau (Nov/1998) | |
| FRL |
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Macau (Nov/1998) | |
| FRL |
N. rafflesiana B
Forma belos "jarros" com muitas manchas coloridas. Há
diversas formas diferentes.
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Cultivada, Sítio Ono | |
| LRP |
N. rajah A
A mais famosa de todas as Nepenthes, é também uma das maiores: um único "jarro" pode alcançar tamanho de até 50 cm ! É uma espécie de lento crescimento, entretanto.
N. reinwardtiana B
Possui uma característica única: duas manchas interiores
aos "jarros", localizadas de tal forma que dão a
impressão de serem olhos.
Cultivo: manter a temperatura sempre alta.
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Cultivada, Sítio Ono | |
| LRP |
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Cultivada, Sítio Ono Close frontal de uma armadilha. | |
| LRP |
N. ventricosa A
Cultivo: Parece necessitar de um pouco mais de luz que as
outras, mas não é tão exigente quando à
umidade.
HÍBRIDOS
Existem muitos híbridos, alguns naturais, outros criados artificialmente. Na maioria são de fácil cultivo e bastante resistentes.
N. "Mixta"
N. khasiana X N. ventricosa A