As plantas deste gênero são relativamente comuns em cultivo. Originárias da América do Norte, algumas espécies estão hoje ameaçadas de extinção.
São encontradas em pântanos, sobre água corrente, expostas à luz solar o dia todo, já que tais locais não apresentam vegetação densa e alta.
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A planta em si consiste de um rizoma (um caule que cresce na horizontal, subterrâneo ou semi-subterrâneo) e raízes; do rizoma crescem as folhas, as quais são as próprias armadilhas (têm aparência de "jarros"), chamadas de ascídios; elas chegam até uma altura de 1m. As flores são produzidas individualmente no topo de hastes florais (estas tão ou mais altas que as folhas), são notáveis pela sua estrutura: o pistilo tem a forma de um guarda-chuva (aberto e de cabeça para baixo) e os estames ficam protegidos no interior deste como se fossem pêndulos de um sino. Cada "jarro" contém uma espécie de "tampa" (opérculo), imóvel, que protege o líquido digestivo interno de ser levado para fora pela chuva. As presas são atraídas pelo odor exalado por glândulas de néctar presentes nos "jarros", tendem a entrar (pois para dentro há maior concentração destas glândulas), e acabam caindo, já que as paredes internas dos "jarros" são repletas de pêlos, que dificultam o apoio. |
vista lateral |
A escalada para cima torna-se impossível devido à estes pêlos (são todos apontados para baixo). O vôo é impraticável devido ao apertado tamanho disponível; em alguns casos, entretanto, é possível, mas certas espécies possuem fenestragens na "tampa" (áreas sem pigmentação, brancas, mas que vistas de baixo para cima, em direção ao sol, isto é, a vista da presa, parecem janelas) que enganam as presas, elas batem na "tampa" e caem de volta para dentro.
As presas são então afogadas no líquido digestivo presente na parte inferior dos "jarros".
CULTIVO
Estas plantas são de cultivo fácil, adaptaram-se bastante bem ao clima brasileiro. Os híbridos (muitos) são de cultivo ainda mais fácil.
Forneça luz solar direta, o dia inteiro (menos luz fará com que as folhas fiquem fracas, pendentes, e esticadas). Mantenha um prato cheio de água embaixo do vaso todos os dias, exceto no inverno (quando é necessário que o prato fique seco por alguns dias antes de ser enchido novamente). Plantas deste gênero não são muito exigentes quanto à umidade. Temperaturas baixas também não representam problema, sendo elas capazes de suportar até mesmo geadas.
No inverno, as folhas poderão secar e morrer (não tente protegê-las de temperaturas baixas, já que a dormência é necessária), neste caso, arranque as folhas mortas quando a primavera chegar (a planta crescerá novamente até o tamanho anterior). Algumas espécies formam folhas especiais no inverno (chamadas de filódia).
A propagação pode ser realizada por divisão do rizoma ou por sementes (as flores nascem sobre hastes próprias, na primavera ou verão). Sementes estratificadas apresentam maior sucesso na germinação (clique aqui para mais informações).
Pragas que mais comumente atacam espécimes deste gênero são as cochonilhas (formam grupos de diminutas manchas nas folhas) e os ácaros (causam deformações nas folhas novas, geralmente elas ficam retorcidas para baixo). Estes últimos, invisíveis à olho nu, são de difícil combate, graças à sua persistência. Recomenda-se arrancar todas as folhas infectadas (mesmo que não sobre nenhuma) e aplicar inseticidas fortes, como os de fórmula Malathion.
ESPÉCIES
Muitos híbridos foram criados pelo homem (visando obter as melhores características de duas espécies), graças à facilidade de polinização entre espécies diferentes. Fazem parte deste gênero apenas estas espécies:
S. alata
Apresenta certa variabilidade (por exemplo, "tampa" ondulada
ou plana, superfícies peladas ou peludas, folhas verdes ou
avermelhadas, etc.), mas suas características constantes
são a "boca" (entrada do "jarro") estreita e
uma também estreita ala na frente da folha (que dá o nome
à espécie). Suas flores são da cor verde.
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Cultivada, Marcelo (Jan/1998) | |
| MAKF |
S. flava
Parecida com a S. alata,
mas facilmente diferenciada pela "boca" dos
"jarros", nesse caso, alargada. A "coluna" é
dobrada para trás. Suas flores são amarelo esverdeadas.
Apresenta certa variabilidade quanto à coloração
das folhas. A forma típica é a de cor verde amarelado com
veias vermelhas no "capuz". Outras formas são:
completamente verde-amareladas, completamente vermelhas, vermelhas
apenas na "coluna" (caso em que é chamada de
rugelli), avermelhada apenas na "tampa", e de grossas
veias vermelhas.
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| LRP |
S. leucophylla
Parecida com a S. flava,
mas possui fenestragens. Além disso, as bordas das
"tampas" são bem onduladas. Suas flores são
vermelhas.
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Cultivada, Marcelo Close do topo de uma folha. (Dez/1997) | |
| MAKF |
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Cultivada, Alexandre Close do topo de uma folha. (Out/1999) | |
| AGH |
S. minor
As "tampas" são as mais proeminentes, quase fecham
completamente a entrada dos "jarros". Possui
fenestragens. Suas flores são amarelo esverdeadas.
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Cultivada, Marcelo (Jan/1998) | |
| MAKF |
S. oreophila
Muito parecida com a S. flava, mas forma filódias em maior quantidade. Além disso, a "coluna" das folhas é chata, e não dobrada para trás. Suas flores são amarelo esverdeadas.
S. psittacina
Os "jarros" são horizontais, o interior não
é protegido (e necessita) da água da chuva. Possui
fenestragens. Suas flores são verde amareladas, de pétalas
e sépalas vermelhas.
Cultivo: mantenha taxa de umidade maior, para tal, use um vaso
baixo ou coloque mais água no prato.
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Cultivada, Linilson | |
| LRP |
S. purpurea
As folhas são parcialmente deitadas, recebem água da
chuva. Suas flores são da cor vermelha.
Cultivo: mantenha taxa de umidade maior, para tal, use um vaso
baixo ou coloque mais água no prato.
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| LRP |
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Cultivada, Sítio Ono (Ago/1997) | |
| LRP |
S. purpurea f. heterophylla
Forma albina (sem pigmentação alguma, ou seja, completamente verde, inclusive as flores) da S. purpurea.
S. purpurea ssp. venosa
Suas folhas são mais "gordas" e curtas, densamente peludas em sua superfície exterior, e de coloração verde com veias vermelhas. As bordas dos "capuzes" são bastante onduladas.
S. purpurea ssp. venosa var. burkii
S. rubra
Muito parecida com a S. alata, mas de menor porte. A parte superior das folhas é completamente desprovida de pêlos; a ala é bem larga, a "coluna" é curta, a "tampa" oval. Pode ser facilmente diferenciada das demais espécies do gênero por ser a única de folhas eretas, além da S. leucophylla, cujas pétalas são vermelhas.
S. rubra ssp. alabamensis
Produz dois tipos diferentes de folhas, as "jovens" na primavera (pequenas e recurvadas), e as folhas de verão (grandes, com "boca" larga). Forma filódias.
S. rubra ssp. gulfensis
Bastante parecida com a forma típica, suas folhas alcançam maior altura.
S. rubra ssp. jonesii
A maior das sub-espécies de S. rubra, alcança
até 70 cm de altura. As folhas são mais gordas perto do
topo, uma característica que ajuda na
diferenciação das parecidas sub-espécies de S.
rubra. A "boca" é larga, o "capuz"
comprido.
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Cultivada, Marcelo (Out/1999) | |
| MAKF |
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Cultivada, Marcelo (Out/1999) | |
| MAKF |
S. rubra ssp. wherryi
Muito parecida com a S. rubra ssp. alabamensis, mas as folhas são mais gordas e curtas. Esta é a de menor tamanho dentre todas as sub-espécies de S. rubra.
HÍBRIDOS
O gênero Sarracenia conta com uma infinidade de híbridos criados pelo homem, muitos dos quais de grande beleza. A propósito, a maioria dos exemplares encontrados comercialmente são na verdade híbridos.